domingo, 12 de junho de 2016

Comandos Internos

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O POE, como todo pelotão, contém comandos exclusivos criados por nossos próprios integrantes, como: JAVA, PRIMÁRIO, 2-4 MARCHE, SETA, ATENA, GARRA, etc.

Os mais utilizados são:

X

Este comando é sempre dado quando o integrante pisa com o pé ESQUERDO. Depois se dá mais um passo com o pé DIREITO, dá mais um passo adiante – um pouco mais esticado que o normal – com o pé ESQUERDO, depois volta este para a posição anterior (ou seja, ao lado do pé direito) batendo as mãos com força nas coxas simultaneamente, como se estivesse na posição de SENTIDO. Em seguida, volta a marchar novamente com o pé ESQUERDO e grita “TIGRES!”.

A sola com um "D" refere-se ao PÉ DIREITO.A com o "E" refere-se ao PÉ ESQUERDO.


P-O-E

Este comando é sempre dado quando o integrante pisa com o pé ESQUERDO, e também não é um comando dito por completo. Cada letra é uma fase.

Ao ser proferido P, o recruta dá um passo à frente com o pé DIREITO, em seguida dando mais um passo com o pé ESQUERDO, este ficando flexionado somente com o calcanhar tocando o chão e assim permanece imóvel aguardando a voz de comando proferir a próxima letra.
Ao ser proferida a letra
O (que sai como um “Ó”), o recruta volta com o pé esquerdo para a posição anterior e bate as mãos com força nas coxas, permanecendo novamente imóvel – como na posição de SENTIDO.

Ao ser proferido a última letra, o E, o integrante bate o pé esquerdo com força e grita “TIGRES!”, assim voltando a marchar normalmente.



SENA

Este comando é sempre dado quando o integrante pisa com o pé ESQUERDO. Podemos resumi-lo como uma junção do X com o MEIA VOLTA.

Ao ser proferido, o recruta dá um passo com o pé DIREITO, depois um adiante com o ESQUERDO e retorna com este para a posição anterior. Dá uma batida com as mãos espalmadas nas laterais das coxas, depois um giro de 180° graus, batendo mais uma vez nas laterais para então voltar a marchar – tudo isso simultaneamente.



4-5-6

Como o comando P-O-E, cada número é uma fase no 4-5-6.

A voz de comando proferirá os números sempre no pé ESQUERDO. Quando proferir o último número, o recruta fará uma CONVERSÃO direta, ou seja, sem contar passos. Na verdade, os números comandados substituem a necessidade de contar mais três passos, como ocorre na conversão padrão.

FRENTE PARA RETAGUARDA
(ou esquerda/direta)

Este comando é sempre dado quando o integrante está na posição DESCANSAR. Ao ser proferido, o recruta grita: “SEGUNDA!”, depois se volta ao lado indicado dando um salto energético e vivo, gritando outra vez: “CIA!”, sem sair da posição de descansar.


DES-CAN-SAR

Diferente do DESCANSAR padrão, este é dado enquanto o integrante marcha. Igualmente ao 4-5-6, a voz de comando proferirá as sílabas sempre no pé ESQUERDO. Quando for proferida a última, o recruta rapidamente entrará em posição de SENTIDO e simultaneamente depois na posição de DESCANSAR, permanecendo em forma até outro comando ser proferido.


*TEXTO POR BEATRIZ MIRANDA - N° 12438.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Ordem Unida

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Ordem é o mesmo que disciplina e obediência. 

Unida vem de união, um conjunto.


É a prática da marcha, envolvimento, coesão de tropa, da chefia, da liderança, da criação e aperfeiçoamento de disciplina. O efetivo segue os comandos que lhe são enviados para que se apresentem e se desloquem em perfeita ordem, harmonia, obediência, aspecto enérgico e marcial. Através da Ordem Unida, a tropa evidencia claramente os índices de eficiência. Sendo eles:

  • MORAL: Pela superação de dificuldades;
  • DISCIPLINA: Pela presteza e atenção em que se obedece aos comandos;
  • ESPIRITO DE CORPO: Pela uniformidade e boa apresentação coletiva.

ELEMENTOS BÁSICOS


A Ordem Unida contém uma linguagem própria para facilitar a identificação dos comandos:

  • FORMAÇÃO: indivíduos posicionados em colunas e fileiras;
  • COLUNA: indivíduos posicionados um atrás do outro, independente da distância;
  • FILEIRA: indivíduos posicionados sobre a mesma linha, um ao lado do outro e voltados para mesma frente;
Veja o exemplo do tabuleiro. Ele é dividido em oito colunas por oito fileiras.
As colunas são formadas pelas letras e as fileiras pelos números.

  • TESTA: o primeiro indivíduo de cada coluna, ou seja, toda a primeira fileira;
  • CAUDA: o último indivíduo de cada coluna, ou seja, toda a última fileira;
  • COBERTURA: indivíduos voltados para a mesma frente;
  • PROFUNDIDADE: espaçamento dado entre a CAUDA e a TESTA de qualquer formação;
  • ALINHAMENTO: indivíduos postos em linha reta, voltados para a mesma frente, exatamente um ao lado do outro, sempre usando o indivíduo base da DIREITA como seguimento.
  • INTERVALO: espaço entre os indivíduos posicionados na mesma fileira e voltados para a mesma frente;
  • CADÊNCIA: sucessão harmoniosa de sons e movimentos;
  • HOMEM-BASE: o primeiro indivíduo da TESTA da coluna ESQUERDA pelo qual a tropa regula todos os elementos mencionados acima. Para quem está fora da tropa comandando, o HOMEM-BASE será o TESTA da coluna DIREITA.

COMANDOS GERAIS


Os comandos gerais são aqueles que todos os pelotões da entidade utilizam. Os principais são:

  • SENTIDO: Dado o comando, o indivíduo unirá os calcanhares com energia, deixando as pontas dos pés voltadas para fora, e ao mesmo tempo trará as mãos diretamente para os lados do corpo, batendo-as com força nas coxas, mantendo-as espalmadas – dedos unidos e distendidos, com o médio ajustando-se com a costura lateral da calça – e coladas na parte exterior das coxas. Ficará imóvel, com a cabeça erguida e o olhar fixo à frente;
  • ORDINÁRIO: Proferido ORDINÁRIO, o indivíduo ficará em posição de SENTIDO. Depois será dado o comando MARCHE, e assim, o mesmo sairá marchando;
  • ALTO: Este comando só é dado quando o indivíduo está marchando. É uma parada: o indivíduo ficará na posição de SENTIDO.
  • DIREITA/ESQUERDA/MEIA VOLTA: A voz de comando especificará o lado (DIREITA, ESQUERDA ou MEIA VOLTA), e depois proferirá VOLVER. Neste momento o indivíduo se voltará para o lado indicado, movendo e mantendo o pé esquerdo fixo no chão, enquanto o pé direito se move de acordo para ficar na posição comandada;
  • CONVERSÃO: Este comando é uma meia volta diferente. Ao ser dado, o indivíduo contará três (3) passos com o pé esquerdo, e com o direito dará um passo à frente arrastando e girando para o lado direito, depois voltando a marchar normalmente com o pé direito;
  • MARCAR PASSO: Dado o comando, o indivíduo permanecerá marchando no mesmo lugar, sem caminhar. Os braços permanecem parados nas laterais do corpo, como na posição de SENTIDO;
  • COBRIR: Com este comando se executa um dos elementos básicos mencionados anteriormente, o INTERVALO. Se o individuo for TESTA, distenderá o braço esquerdo lateralmente e horizontalmente à sua esquerda, tocando o ombro do recruta ao lado, alinhando-se de acordo com a formação. Caso não seja testa, o indivíduo erguerá o braço esquerdo para frente. Caso seja o HOMEM-BASE, manterá a posição de SENTIDO, pois é dele que o efetivo tirará todas as coordenadas;


  • FIRME: Este comando é para cessar o COBRIR, voltando para a posição de SENTIDO;
  • DESCANSAR: Dado o comando, o indivíduo afastará o pé esquerdo do direito, fazendo as pernas ficarem naturalmente distendidas. Simultaneamente, a mão direita será fechada e colocada nas costas, com a mão esquerda segurando o pulso do braço direito, ambas postas um pouco abaixo da cintura;
  • FORA DE FORMA: Proferido o FORA DE FORMA, o indivíduo ficará na posição de SENTIDO. Depois será dado o comando MARCHE, e assim, o mesmo baterá o pé esquerdo com força no chão e sairá de forma;
  • À VONTADE EM FORMA: Dado o comando, o indivíduo manterá seu lugar na formação, mas poderá se mover e falar à vontade – desde que o pé esquerdo permaneça fixo no chão.

A CONTINÊNCIA - COMANDO NÃO PROFERIDO


*Ao se direcionar a um superior, o recruta emprega o tratamento “SENHOR” ou “SENHORA”.
No mesmo posto ou graduação, o tratamento que deve ser utilizado é “VOCÊ”.

A continência militar não se trata apenas de uma mera saudação. Trata-se de um sinal de respeito e apreço aos seus superiores, de posto de maior graduação, bandeiras e símbolos.
É prestada do mais novo para o mais antigo, isto é, de recruta a oficial, de oficial a mais alta graduação ou autoridade, podendo ser individual ou coletiva.

Os elementos essenciais dela são:

  • ATITUDE: Postura marcial e comportamento respeitoso e adequado às circunstâncias e ao ambiente;
  • GESTO: Conjunto de movimentos do corpo, braços e mãos;
  • DURAÇÃO: O tempo durante o qual o recruta assume a atitude e executa o gesto acima referido.

Deve ser sempre feito na posição de SENTIDO. O indivíduo deve voltar a cabeça a quem a saudação se dirige (pessoa, bandeira, etc), depois trazer a mão espalmada e distendida, com os dedos unidos até a lateral do rosto, de modo que o dedo médio fique um pouco acima da linha do olho, numa posição reta e precisa.

Se a continência for direcionada a um superior, o de menor hierarquia deve esperar que o superior cesse a saudação para depois também cessar o ato. Não se pode cessar antes do superior. Caso se trate de alguém da mesma escala de hierarquia, não há restrições.
Já em forma, será proferido “EM CONTINÊNCIA, APRESENTAR ARMAS!”, e assim o indivíduo presta a continência normalmente.



*TEXTO POR BEATRIZ MIRANDA - N° 12438.